Dificuldade para se concentrar

Tem dificuldade para se concentrar enquanto estuda? Já se pegou divagando sobre coisas que não tem nada a ver com que você deveria estar fazendo? Muitas vezes nos perdemos entre um pensamento e outro. Esse tipo de perda de foco ou concentração é normal e é um mecanismo de defesa do cérebro que já está cansado e precisa relaxar, dar um tempo. O problema é que muitas vezes isso acontece com mais frequência do que seria o desejado a ponto de comprometer o aprendizado ou a produtividade.
Quando a perda da concentração ocorre com frequência e nos pegamos envolvidos com coisas que não estão relacionados com o objetivo principal isso gera uma tremenda perda de energia e tempo que no final das contas vai impactar nossos resultados. Imagine se você estiver estudando para concurso com um monte de material para rever e numa situação assim cada minuto de estudo pode fazer a diferença entre ser ou não aprovado. Se você perde a sua concentração e diminui seu rendimento no estudo, numa situação assim, com prazo e grande concorrência, você pode ter um tremendo prejuízo. Não só quem está estudando para concursos precisa de muita atenção, mas também no trabalho (alguns erros podem inclusive ser fatais se você trabalhar em uma área perigosa para a saúde ou que apresente risco de morte), quando dirige um automóvel, nos seus estudos na faculdade e assim por diante.

No entanto, antes de pensarmos em ter atenção máxima achando que temos de estar concentrados o tempo todo, preciso te alertar o seguinte fato: o cérebro não consegue ficar concentrado o tempo todo, ele precisa de pausa e descanso para poder assimilar melhor as informações e para poder continuar alerta.

Então pode ser que a dificuldade de se concentrar se dê justamente pelo cansaço físico ou mental ou por uma mente por demais estressada. Aliás, veja a definição que o dicionário dá para estresse:

Estresse: Estado gerado pela percepção de estímulos que provocam excitação emocional e, ao perturbarem a homeostasia, levam o organismo a disparar um processo de adaptação caracterizado pelo aumento da secreção de adrenalina, com várias consequências sistêmicas.

Ou seja: ficar atento demais, perceber demais pode levar o organismo à fádiga que irá perturbar o seu equilíbrio e prejudicar muitas funções do corpo que podem se apresentar por meio de queda na resistência do sistema imunológica, dificuldade de memorizar, nervosismo, etc, são ilimitadas as possibilidades de manifestação dos problemas ligados ao estresse e variam de indivíduo para outro.

Por isso se você está tendo dificuldade de se concentrar, antes de passar a estudar um monte de técnicas de concentração, tente se avaliar para saber como está seu estado físico e mental no momento. Está estressado? Pode ser que precise primeiro relaxar para depois estudar.

Se você já cuidou da mente e do corpo antes de começar a estudar, agora o próximo passo é checar o seu ambiente de estudo: está bem iluminado? Possui mesas e cadeiras adequadas? Ou você estuda na cama ou em outro local que te deixa confortável demais, tão confortável que te dá vontade de dormir? O ambiente de estudo tem que ser um lugar que ajude a manter a concentração, com pouca poluição visual, sem barulhos, sem cheiros fortes, que não seja ambiente de passagem, enfim, quanto menos elementos que possam lhe tirar o foco melhor.Outro cuidado que você deve ter é desligar televisão, rádio se estiver tirando a concentração e colocar o telefone no silencioso ou desligá-lo de preferência. Também não caia na tentação de espiar redes sociais. Tenha também um tempo fixo de estudo. Cada um deve decidir por quanto tempo deve estudar antes de pausar visto que o tempo de concentração que conseguimos manter é limitado então não adianta estabelecer como objetivo estudar a tarde toda sem parar. Para cada sessão de estudo você precisa programar algumas pausas para relaxar e permitir que seu cérebro descanse para a próxima. Alguns especialistas dizem que esse tempo deveria ser por volta de 15 a 18 minutos que é o tempo máximo de acordo com eles, que nosso cérebro consegue se manter focado. Entretanto, para mim, tempos menores do que uma hora se tornam muito improdutivos. Eu sei que durante essa uma hora talvez eu tenha dificuldade de manter o foco por todo o período, então, nos momentos em que estou mais alerta, geralmente no começo da sessão eu começo por aquelas atividades que demandam mais atenção e depois dos 15 minutos vou para outras em que a atenção plena já não é mais tão necessária. Uma atividade que costuma demandar muito da minha atenção é a leitura, então eu reservo esse tempo para atividades relacionadas à leitura e o restante do tempo me dedico para revisões, anotações, exercícios, fazer resumo, etc Como estas são atividades que demandam mais ação elas costumam ajudar a se manter mais concentrado ainda que o nível de energia do seu cérebro voltada para a atenção esteja diminuindo. Assim, eu consigo otimizar o meu tempo. Pode ser que você use um método diferente.

Não importa o método que esteja usando é muito importante fazer pausas regulares para que seu cérebro possa descansar e armazenar o que estudou. Agora outra pergunta: quanto tempo de pausa é necessário? Isto depende de quão cansado você está e qual método usa para relaxar. Tem gente que descansa por 5 minutos e já está pronto para a próxima etapa. Tem gente que precisa de mais tempo, dez ou quinze minutos. Esteja atento que se descansar demais vai estudar de menos então seja equilibrado nesse ponto, descanse só o necessário. Como você vai saber se é o necessário? Se após voltar aos estudos você estiver animado e bem concentrado quer dizer que a pausa foi suficiente e talvez até mais do que suficiente. Por outro lado, se você se sentir cansado demais e não conseguir focar pode ser que seja necessário descansar um pouco mais antes de retornar. Lembre-se que no final das contas não é o tempo de estudo que conta e sim se você aprendeu ou não o que se propôs estudar.