Parlamentares devem 372 milhões à Previdencia

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Parlamentares devem 372 milhões à Previdencia

Enquanto tentam empurrar um ajuste amargo para a população, foi noticiado pelo jornal Agora que os parlamentares devem R$ 372 milhões à Previdência. Querem que seja feito ajustes, mas na sua, na minha, nas nossas aposentadorias e não na deles.

O pior de tudo é que o povo está aceitando tudo calmamente. E mais pior ainda é que a reforma vai passar nos moldes que interessa ao grande capital que comanda esse país.

Triste história, pobre povo brasileiro.

Qual a melhor estratégia para se aposentar?

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Qual a melhor estratégia para se aposentar?

Muitos brasileiros, assim como muitas outras pessoas pelo mundo, almejam poder se aposentar e ter um rendimento que lhes permita viver com tranquilidade pelo resto da vida. Entretanto, nos últimos vinte anos, a cada dia que passa, notamos que este desejo fica cada vez mais longe para muitas pessoas. O grande desafio que a sociedade vem enfrentando tem que ver com o envelhecimento da população, fenômeno que se observa na maioria dos países, e com a longevidade das pessoas. Tomando por base a Previdência Social do Brasil, há décadas, quando as pessoas se aposentavam, as pessoas viviam menos tempo e se aposentavam mais tarde. Além disso a população era relativamente jovem, as famílias tinham muitos filhos, o que permitia ter uma base de sustentação maior já que havia muitas pessoas contribuindo para a Previdência Social e um número relativamente pequeno de beneficiários. Meus avós por exemplo, tiveram 10 filhos, meus pais 05 filhos e destes cinco filhos, somando eu e meus irmãos, só chegam a 04 o número de crianças nascidas e sem perspectivas de novos nascimentos, já que estamos na categoria de meia-idade, tudo por volta de 40 anos ou mais. Ou seja, o exemplo da minha família retrata o que tem acontecido na maior parte das famílias brasileiras, tem diminuido o número de nascimentos, a taxa de nascimento tem decaído nas últimas décadas. O resultado é que cada vez menos teremos menos trabalhadores para sustentar o INSS. Por outro lado, as pessoas vivem cada vez mais. Quando as pessoas se aposentavam e depois de alguns anos morriam, o custo de manter esse aposentado era relativamente pequeno em relação às contribuições feitas pela coletividade. Hoje, muitas pessoas vivem até 80,90 e até mesmo 100 anos, graças ao acesso a melhores tratamentos de saúde e melhores condições sanitárias. Também há mais alimentos disponíveis do que antes, remédios, vacinas. Deste modo, muitas pessoas se aposentam e dependem do pagamento de seus benefícios por 20, 30 anos e alguns até mesmo por mais tempo, como é o caso daqueles que se aposentam por invalidez. Façamos as contas: a pessoa durante a ativa contribui com uma porcentagem do seu salário e a empresa com outra porcentagem, geralmente estas contribuições ficam por volta de 20% do rendimento, mas há casos em que é bem menor. Supondo os trabalhadores que começam a trabalhar com 18 anos e contribuem por 35 anos ininterruptos, este trabalhador poderá se aposentar, se for homem, aos 53 anos de idade e poderá viver até os 90 anos em média. Ou seja, a pessoa contribui com apenas 20% da sua renda em média durante 35 anos e terá de viver a média das contribuições atualizadas por cerca de 35 anos. Se estivéssemos em um regime de capitalização poderia até fazer sentido essa pessoa se aposentar com essa idade e viver com a média das suas contribuições, no entanto, estamos em um regime de repartição, ou seja, os valores que você contribui hoje são para custear o pagamento de benefícios dos que já estão aposentados e quando você se aposentar, os trabalhadores da sua época é que pagarão pelo seu benefício por meio das suas contribuições. Atuarialmente falando a conta não tem como fechar por causa do decrescimento da população, ou seja, quanto menos pessoas contribuem com a Previdência Social, menos dinheiro há para pagar os que já estão aposentados e como a tendência é clara, ou seja, de estabilização no crescimento da população e envelhecimento da mesma, não há perspectivas de aumentar a base de contribuições para sustentar os aposentados de agora e do futuro. Uma solução seria se os benefícios fossem desvinculados do salário-mínimo e se a massa salarial dos contribuintes aumentasse, de modo que diminuísse ao longo do tempo os valores de benefícios pagos ou se mantivessem estáveis, enquanto a massa salarial da população ativa fosse aumentando. Aumentar a renda da população ativa tem sido muito difícil no atual cenário já que com o emprego da tecnologia tem ocorrido desemprego estrutural em muitos lugares e isso tem exercido pressão nos salários em geral. Então de um modo geral, podemos dizer que as perspectivas para quem depende do sistema de aposentadorias público não são nada animadoras. Podemos esperar cada vez mais que os governos em geral, já vemos este movimento no Brasil, tentem estabelecer ou aumentar a idade mínima para ter acesso aos benefícios, além de promoverem fórmulas que levem ao pagamento de pensões mais baixas. Com a pressão fiscal também podemos esperar que nem toda inflação seja repassada para os benefícios e que com o tempo diminua os valores dos benefícios.

Qual a solução então ? Qual a melhor estratégia para se aposentar ? Uma coisa é certa, a Previdência Social é e continuará sendo uma importante base de sustentação dos idosos e incapacitados, entretanto, não deveria ser a única. Pelas razões já apontadas, percebemos que cada vez mais as pessoas deverão esperar menos do Governo. Não sabemos ainda o que o futuro trará, se haverá novas formas de financiamento da Previdencia Social que sejam sustentáveis. O que sabemos é que atualmente o peso das aposentadorias e pensões tem crescido e muito o que limita a capacidade dos Governos já que há um comprometimento crescente da arrecadação com o pagamento dos aposentados e pensionistas. O que provavelmente vai acontecer com o Brasil e que já é muito comum em muitos outros países, é que aumente a responsabilidade individual de cada um em fazer uma poupança com o objetivo de custear a sua própria aposentadoria, seja através de planos de previdência privada, seja através de investimentos em ações, imóveis, títulos públicos, etc. Se você é jovem agora é a hora de começar. Se você já não é tão jovem, tem de correr para se preparar. Se você já está fora do mercado de trabalho porque já se aposentou, terá de se programar melhor para não passar dificuldades nos seus últimos dias já que as perspectivas para o futuro não são nada animadoras.

Basicamente, resumindo, do meu ponto de vista, acredito que para o futuro, os novos trabalhadores deverão se planejar tendo em vista o tripé (1) Previdência Social, (2) Previdência Privada (planos PGBL ou VGBL) e (3) investimentos em carteiras de longo prazo. A razão pela qual eu acredito neste tripé é que através dele você pode mitigar seus riscos de longo prazo e talvez ter uma rentabilidade maior dos seus recursos aplicados.

A PEC DAS MALDADES

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A PEC DAS MALDADES – Ainda este ano deve ser votada a PEC da Previdência Social que tem por objetivo forçar as pessoas a trabalhar cada vez mais para poder se aposentar

Reforma da Previdência provavelmente no segundo semestre de 2017

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Reforma da Previdência provavelmente no segundo semestre de 2017

Depois dos recentes escandalos envolvendo o Governo e já terminando o primeiro semestre, provavelmente a Reforma da Previdência ficará para o segundo semestre.

Não só a crise política dificulta a aprovação do tema nos moldes propostos pelo governo no Congresso como também há o temor de desgastar ainda mais o Governo.

Reoneração da Folha resolve ?

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Muito se tem discutido sobre acabar com a desoneração que ocorreu à folha de pagamento das empresas como uma forma de restabelecer o equilíbrio fiscal. O único problema é que quanto maior a fatia do bolo que o governo quer menor fica o tamanho do bolo, já que todos os custos são repassados ao preço final dos produtos brasieleiros que já sofrem de competitividade no mercado internacional A solução não é simples, de fato, passa pelo controle dos gastos públicos e pela diminuição do tamanho do governo na economia do país. Os recentes casos de corrupção também demonstram como os recursos arrecados são mal utilizados e desviados da sua função original, vindo a servir para o enriquecimento de poucos grupos que detém o poder.

Está na hora de reformar ?

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Está na hora de reformar ?

Não é de hoje que muitos pesquisadores apontam a necessidade de reformas na Previdência. O modo como as regras atuais foram feitas acabam realocando riquezas muitas vezes de forma injusta, o que cria muitas distorções na economia. Quando você premia o trabalhador por ter contribuido por mais tempo e com valores crescentes à Previdência Social com uma aposentadoria justa e digna você acaba naturalmente fortalecendo o sistema, mas quando a Previdência Social acaba criando benefícios que servem apenas como uma forma de transferir renda de quem contribui para quem apenas precisa, acabamos criando distorções que desincentivam quem contribui a contribuir mais, até mesmo pelo medo de investir numa canoa furada, e ao mesmo tempo incentivamos as pessoas a buscarem uma forma de se “encostar” na Previdência ao invés de trabalhar e conseguir o seu sustento por conta própria. Assim, temos gente que tem condições de trabalhar mas faz de tudo para permanecer indefinidamente recebendo auxílio-doença, mesmo que já tenham recuperado sua capacidade para o trabalho. Atualmente, um modo que as pessoas tem usado para conseguir este intento é conseguir Prorrogar seu benefício de auxílio-doença automaticamente por meio do PP ou Pedido de Prorrogação, ainda que já esteja apto para o trabalho, já que automaticamente o INSS paga o benefício até a data da próxima perícia. Como em muitos postos do INSS a períca chega a demorar 03, 04 e até 05 meses, o segurado fica recebendo mesmo que já esteja apto por falta de uma perícia mais célere. Multiplique isso por milhões de pessoas e tem-se um rombo enorme na Previdência e no mercado de trabalho, além dos prejuízos que as empresas tem por ter seu trabalhador afastado por um tempo que talvez não precisasse, obviamente a empresa perde, a economia perde, o país perde e até o próprio trabalhador perde já que os recursos são escassos e um dia ele vai precisar se aposentar. Outra forma em que ocorre uma redistribuição injusta e também distorsões é por meio do auxílio-reclusão em que muitas vezes algumas pessoas se aproximam de presos com o objetivo de receber o benefício e para isso até mesmo chegam ao ponto de engravidar para poder receber o benefício em nome da criança enquanto o pai estiver preso.

Estamos falando de recursos que são transferidos do trabalhador para pessoas que não necessáriamente precisariam estar naquelas condições e enquanto isso, quem realmente trabalhou e contribuiu por 35, 40 e em alguns casos até por 45 anos acaba tendo seu benefício cada vez mais achatado por causa das perdas inflacionárias e da dificuldade que existe em atender tantas demandas que vão sendo acumuladas na Previdência Social, como se fosse uma casa assistencial.

Acredito e a mídia vem propagando que há necessidade de reformas e muitos trabalhadores concordam que o momento é oportuno. A dúvida é se essa reforma vai beneficiar realmente os trabalhadores ou se continuarão existindo privilégios para quem não contribui de forma equilibrada com a Previdência Social, ou seja, segundo o critério do benefício que espera receber ou que recebe, enquanto uma grande massa que realmente paga e sustenta o Regime depois fica à merce de pagamentos minguados para sobreviver.

Além do mais, é chegada a hora de coibir fortemente as manipulações jurídicas que beneficiam grandes empresas que devem fortunas à Previdência Social para que estas empresas sejam obrigadas a pagar de forma célere o que devem ou deixem o mercado para quem vai contribuir como deve.

Sem uma reforma séria e honesta podemos esperar apenas mais prejuizos à classe trabalhadora e no longo prazo o empobrecimento daqueles que tanto fizeram pela sociedade e pelo país.

Pilantrópicas ?

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Tem deputado que infelizmente não conhece o trabalho sério realizado por muitas entidades filantrópicas e prefere chama-las de pilantras.

Infelizmente, quem tem uma fala desse tipo, só podemos dizer que falta conhecimento da realidade brasileira e de como muitas entidades faz aquilo que o Estado brasileiro não faz por falta de gente competente no poder.