Como administrar melhor o tempo – Atividades Concorrentes

Atividades Concorrentes: Como decidir a qual delas dar prioridade quando duas ou mais exigem nossa atenção ao mesmo tempo?

É necessário saber ao que dar prioridade, se tudo for prioritário no final das contas nada será prioritário.Por outro lado, como os recursos são escassos é necessário saber administrar com sabedoria a alocação dos recursos para não deixar de atender o que é mais importante. Muitas vezes o problema não é falta de tempo, mas falta de planejamento adequado.

O problema da priorização é: como decidir o que é mais importante? Se você acredita em Deus provavelmente vai levar em consideração o que a Bíblia diz sobre o que é mais importante. Por exemplo, Jesus disse em Mateus 6:33 que os cristãos devem colocar o Reino em primeiro lugar. Tudo então depende da sua formação, do que você consider importante na sua vida.

Problemas podem surgir quando não sabemos eleger as prioridades corretas ou quando colocamos como prioritário coisas que não são importantes ou até mesmo insensatas. O resultado pode ser catastrófico. Por exemplo, se uma pessoa prioriza demais o trabalho pode acabar afastando sua família por falta de tempo assim como pode perder a saúde por falta de exercícios ou por stress. O segredo de tudo é o equilíbrio. É necessário colocar as coisas importantes em primeiro lugar e deixar um espaço para fazer também coisas que talvez não sejam tão importantes mas que podem te dar satisfação ou contentamento.

1 – Avalie sua rotina
2 – Tenha em mente quais são seus reais princípios e valores
3 – Lembre-se que nosso tempo e energia são limitados e por essa razão que precisamos estabelecer prioridades na vida.
4 – Crie sua lista de prioridades

Dificuldade para se concentrar

Tem dificuldade para se concentrar enquanto estuda? Já se pegou divagando sobre coisas que não tem nada a ver com que você deveria estar fazendo? Muitas vezes nos perdemos entre um pensamento e outro. Esse tipo de perda de foco ou concentração é normal e é um mecanismo de defesa do cérebro que já está cansado e precisa relaxar, dar um tempo. O problema é que muitas vezes isso acontece com mais frequência do que seria o desejado a ponto de comprometer o aprendizado ou a produtividade.
Quando a perda da concentração ocorre com frequência e nos pegamos envolvidos com coisas que não estão relacionados com o objetivo principal isso gera uma tremenda perda de energia e tempo que no final das contas vai impactar nossos resultados. Imagine se você estiver estudando para concurso com um monte de material para rever e numa situação assim cada minuto de estudo pode fazer a diferença entre ser ou não aprovado. Se você perde a sua concentração e diminui seu rendimento no estudo, numa situação assim, com prazo e grande concorrência, você pode ter um tremendo prejuízo. Não só quem está estudando para concursos precisa de muita atenção, mas também no trabalho (alguns erros podem inclusive ser fatais se você trabalhar em uma área perigosa para a saúde ou que apresente risco de morte), quando dirige um automóvel, nos seus estudos na faculdade e assim por diante.

No entanto, antes de pensarmos em ter atenção máxima achando que temos de estar concentrados o tempo todo, preciso te alertar o seguinte fato: o cérebro não consegue ficar concentrado o tempo todo, ele precisa de pausa e descanso para poder assimilar melhor as informações e para poder continuar alerta.

Então pode ser que a dificuldade de se concentrar se dê justamente pelo cansaço físico ou mental ou por uma mente por demais estressada. Aliás, veja a definição que o dicionário dá para estresse:

Estresse: Estado gerado pela percepção de estímulos que provocam excitação emocional e, ao perturbarem a homeostasia, levam o organismo a disparar um processo de adaptação caracterizado pelo aumento da secreção de adrenalina, com várias consequências sistêmicas.

Ou seja: ficar atento demais, perceber demais pode levar o organismo à fádiga que irá perturbar o seu equilíbrio e prejudicar muitas funções do corpo que podem se apresentar por meio de queda na resistência do sistema imunológica, dificuldade de memorizar, nervosismo, etc, são ilimitadas as possibilidades de manifestação dos problemas ligados ao estresse e variam de indivíduo para outro.

Por isso se você está tendo dificuldade de se concentrar, antes de passar a estudar um monte de técnicas de concentração, tente se avaliar para saber como está seu estado físico e mental no momento. Está estressado? Pode ser que precise primeiro relaxar para depois estudar.

Se você já cuidou da mente e do corpo antes de começar a estudar, agora o próximo passo é checar o seu ambiente de estudo: está bem iluminado? Possui mesas e cadeiras adequadas? Ou você estuda na cama ou em outro local que te deixa confortável demais, tão confortável que te dá vontade de dormir? O ambiente de estudo tem que ser um lugar que ajude a manter a concentração, com pouca poluição visual, sem barulhos, sem cheiros fortes, que não seja ambiente de passagem, enfim, quanto menos elementos que possam lhe tirar o foco melhor.Outro cuidado que você deve ter é desligar televisão, rádio se estiver tirando a concentração e colocar o telefone no silencioso ou desligá-lo de preferência. Também não caia na tentação de espiar redes sociais. Tenha também um tempo fixo de estudo. Cada um deve decidir por quanto tempo deve estudar antes de pausar visto que o tempo de concentração que conseguimos manter é limitado então não adianta estabelecer como objetivo estudar a tarde toda sem parar. Para cada sessão de estudo você precisa programar algumas pausas para relaxar e permitir que seu cérebro descanse para a próxima. Alguns especialistas dizem que esse tempo deveria ser por volta de 15 a 18 minutos que é o tempo máximo de acordo com eles, que nosso cérebro consegue se manter focado. Entretanto, para mim, tempos menores do que uma hora se tornam muito improdutivos. Eu sei que durante essa uma hora talvez eu tenha dificuldade de manter o foco por todo o período, então, nos momentos em que estou mais alerta, geralmente no começo da sessão eu começo por aquelas atividades que demandam mais atenção e depois dos 15 minutos vou para outras em que a atenção plena já não é mais tão necessária. Uma atividade que costuma demandar muito da minha atenção é a leitura, então eu reservo esse tempo para atividades relacionadas à leitura e o restante do tempo me dedico para revisões, anotações, exercícios, fazer resumo, etc Como estas são atividades que demandam mais ação elas costumam ajudar a se manter mais concentrado ainda que o nível de energia do seu cérebro voltada para a atenção esteja diminuindo. Assim, eu consigo otimizar o meu tempo. Pode ser que você use um método diferente.

Não importa o método que esteja usando é muito importante fazer pausas regulares para que seu cérebro possa descansar e armazenar o que estudou. Agora outra pergunta: quanto tempo de pausa é necessário? Isto depende de quão cansado você está e qual método usa para relaxar. Tem gente que descansa por 5 minutos e já está pronto para a próxima etapa. Tem gente que precisa de mais tempo, dez ou quinze minutos. Esteja atento que se descansar demais vai estudar de menos então seja equilibrado nesse ponto, descanse só o necessário. Como você vai saber se é o necessário? Se após voltar aos estudos você estiver animado e bem concentrado quer dizer que a pausa foi suficiente e talvez até mais do que suficiente. Por outro lado, se você se sentir cansado demais e não conseguir focar pode ser que seja necessário descansar um pouco mais antes de retornar. Lembre-se que no final das contas não é o tempo de estudo que conta e sim se você aprendeu ou não o que se propôs estudar.

Livre-se da desculpite

Todo mundo tem uma desculpa para quase tudo. As pessoas sempre tem seus motivos para justificar seus erros e fracassos. Isso é natural e é humano também. Mas não é bom ficar se desculpando. Uma desculpa serve apenas para jogar a culpa em algo ou alguém. Com isso, quem se desculpa acaba não assumindo a responsabilidade pela suas ações ou omissões.

Não estou dizendo que quando você errar você não deve pedir perdão ou desculpas, não, não quero que você seja mal educado. Não é disso que se trata. O que quero dizer é que nós não podemos nos esconder atrás de desculpas. Nós colhemos aquilo que plantamos e grande parte do que somos hoje é resultado das nossas decisões. Não basta apenas desejar e achar que isso é o suficiente. É necessário se comprometer com a decisão e estar consciente que no processo pode ocorrer erros e falhas, mas ao assumir responsabilidade pelos erros demonstra se estamos comprometidos.

Um relacionamento, um emprego, um tratamento de saúde, nada disso sobrevive com desculpas. Ou você assume a responsabilidade e faz dar certo ou não. Não adianta ir para faculdade e dar um monte de desculpas para o professor, no final das contas ou você atingiu a nota suficiente para ser aprovado ou não. E assim é também no casamento, no emprego, nas amizades, no treinamento da academia, viver a base desculpas é uma ilusão. E quanto antes nos dermos conta disso melhor será para nós, para mudarmos e assumir uma postura de comprometimento.

Grande parte das vezes a desculpa não é real, é apenas uma forma de esconder o problema verdadeiro para outros e para nós mesmos. Pare e pense: o que te impede de verdade de ir em frente? Procrastinação? Medo? Insegurança? Ao invés de pensar na desculpa que vai dar na próxima vez que algo não sair do jeito que deveria gaste tempo pensando na causa real por trás do problema e assuma sua responsabilidade em relação a essa causa.

Por exemplo, suponhamos que você não entregou um determinado trabalho no prazo. Quando alguém ou sua consciência for te cobrar pelo insucesso, ao invés de arrumar uma desculpa e jogar a culpa em algo ou alguém, seja sincero e admita sua parcela de culpa e ao se desculpar, se realmente estiver comprometido você e assumirá a responsabilidade pela mudança de comportamento.

Suponhamos que seu trabalho não foi concluído a tempo porque você ficou procrastinando. Ao invés de dar uma desculpa qualquer para justificar o que não poderia ser justificado, vá direto ao ponto e assuma suas falhas. Por exemplo, aqui vai uma sugestão do que você poderia dizer para a outra pessoa: “sinto muito mas EU falhei porque procrastinei e daqui para frente para conseguir um resultado melhor me comprometo a terminar o trabalho assim que aparecer a primeira oportunidade ou no máximo em X dias”.

Essa pequena alteração na formulação do pensamento te ajuda a enxergar onde está o problema e o que tem de fazer para corrigi-lo. Não é mais uma declaração vaga e que joga a culpa em outros mas é algo específico e de sua responsabilidade. Aquilo que é da sua responsabilidade você pode mudar, mas o que é da responsabilidade de outros depende dos outros. Assuma os seus problemas, aquilo que você tem controle.

Daqui para frente não permita que a desculpa atrase sua vida. Apegue-se às suas responsabilidades. Torne-se uma pessoa melhor. Não queira ser aquele amigo que sempre promete que vai melhorar e nunca melhora porque sempre as circunstâncias estão além do seu controle, ou seja tem sempre uma desculpa para tudo. Não seja assim. Daqui para frente ao assumir qualquer compromisso faça sua determinação valer e se por acaso fracassar, porque todos podemos fracassar, assuma seu erro e aprenda com ele, afinal de contas, como dizia Exupèry, “o fracasso fortifica os fortes”.

Banho de Floresta

árvores numa floresta

Recentemente saíram algumas publicações falando sobre uma nova forma de tratamento ou de prevenção a doenças chamada banho de floresta. O banho de floresta é uma espécie de terapia florestal que consiste basicamente em ir para uma área de floresta ou mesmo para um parque e passar algum tempo em contato com a natureza. Essa técnica é muito comum na medicina preventiva e ela tem trazido bons efeitos para aquelas pessoas que aderem a ela.

Mas como funciona isso? Você não irá se banhar em um rio ou banheira numa floresta, essa não é a ideia, se bem que uma excelente ideia. A ideia é passar algum tempo imerso na natureza. Inicialmente você terá de deslocar-se até uma floresta ou área verde e lá deverá se acalmar, tentar prestar atenção apenas no ambiente natural, se concentrando também na sua respiração, caminhando lentamente para poder apreciar tudo o que está à sua volta. O importante nesse ponto é começar a perceber tudo que esta à sua volta, as folhas caídas ao chão, os troncos de árvores, os animais que porventura estejam no local, prestar atenção às nuance de sombra e claro, tentar sentir os diferentes cheiros que estão presentes na floresta.

Quanto tempo será necessário? Recomenda-se pelo menos duas horas semanais mas se você não puder ficar tanto tempo de uma única vez poderá fazer breves caminhadas alguns minutos em dias alternados ou em vários dias da semana. A ideia é que gaste algum tempo na natureza.

Que benefícios poderá ter de gastar algum tempo na floresta? Já é sabido pelos praticantes dessa terapia que o simples contato com o cheiro da floresta é capaz de aliviar o estresse. Não é a toa que muitas pessoas quando resolvem tirar férias preferem ambientes onde haja mata, paisagens verdes, e outras regiões onde podem estar em contato com a natureza. Alguns preferem estar em contato com o mar.Outros gostam de ir até uma cachoeira, parque, jardim botânico, fazenda.No caso das florestas, de acordo com uma pesquisa realizada no Japão, foi constatado que os cheiros das plantas acaba ajudando a relaxar de uma forma natural.Inclusive tem-se tentado reproduzir esses cheiros dentro de casa ou em locais de trabalho para relaxar.Por isso que muitas pessoas usam aquela expressão famosa “respirar ar puro” quando estão em contato com a natureza, pois intuitivamente percebem que melhoram seu bem-estar desta forma.

Outro benefício relatado pelos cientistas é que esse mergulho na floresta ajuda nosso corpo a se tornar mais resistente. A natureza completa é um estímulo aos sentidos: visual, auditivo, olfativo, etc. Sem falar o incontável número de seres vivos que habitam o ambiente natural como bactérias e todo tipo de micróbios que estão ali presentes.Muitos desses são importantes para fortalecer o sistema de defesa do nosso organismo, o sistema imunológico. Há inclusive quem defenda que em ambientes assim deveríamos andar descalços para ter o contato direto com a terra, deveríamos tocar com as mãos os troncos de árvores ou mesmo pegar as folhas, além de inspirar profundamente.

Uma pesquisa feita no Japão constatou que o contato com ambientes florestais ajudou a reduzir em 13% a concentração de cortisol no sangue, 2% a pressão sanguínea e em 18% a atividade do sistema simpático. No entanto estas pesquisas ainda são novas e há muito o que pesquisar ainda.

O que sabemos até agora? Os cientistas descobriram uma correlação entre o bem-estar e o contato com a natureza. Tanto que em alguns países (como por exemplo, o Japão) esse tipo de contato intensivo com a natureza tem sido estimulado. Ainda não compreendemos plenamente como essa interação ocorre e como esses benefícios são percebidos pelo nosso organismo. Entretanto já foi descoberto que existem benefícios que são derivados desse contato com a natureza.

Então fica a minha recomendação para que você tome tempo para caminhar ao ar livre, sentar-se na grama, talvez debaixo de uma árvore, e gastar pelo menos algum tempo toda semana ou se possível várias vezes durante a semana para estar em contato com a natureza. Conforme já foi dito não sabemos muitas coisas até agora porque os estudos nesta área estão apenas começando, mas já sabemos que isso pode ajudar a melhorar seu sistema imunológico, diminuir o nível de cortisol no sangue, diminuir sua pressão sanguínea, e ter uma sensação de relaxamento que lhe trará mais paz de espírito para lidar com o estresse do dia dia.