Uma mostra com 30 filmes produzidos por moradores de favelas do Rio de Janeiro começou hoje (29) no Cine Teatro Eduardo Coutinho (Cine Manguinhos), em Manguinhos, na zona norte da capital. A Mostra de Filmes Imagens e Complexos, que vai até domingo (2), exibe produções que abordam temas como o cotidiano da periferia, a violência e a relação da favela com a cidade como um todo.

Além da exibição de filmes, também serão realizados debates. Segundo a coordenadora da m ostra, Fabiana Melo Sousa, a iniciativa busca a integração entre o público, os produtores e os filmes. Fabiana destacou a grande oportunidade que é para os produtores veicularem suas obras em uma sala de cinema.

“Nas favelas há muitos produtores, e dos bons. Muitos deles produzem e depois jogam seu conteúdo na internet, mas lá é um ‘buraco negro’. Não dá para saber o destino daquela obra. Então, com a mostra, eles poderão sentir a sensação de ter o seu trabalho exibido em uma sala de cinema com lotação de 202 pessoas. Para eles, que em sua grande maioria fazem um trabalho independente, é um grande orgulho e uma grande oportunidade”.

Fabiana disse que a expectativa é de salas lotadas durante os dias de programação. “Fizemos parceria com escolas públicas da região que trarão seus alunos para cá. É uma oportunidade para essas crianças verem o quão talentosos são os moradores das comunidades e sentirem-se capazes de trilhar o mesmo caminho”.

Os preços são R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 a meia para todos os casos previstos em lei e ainda para os moradores das comunidades de Manguinhos e Jacarezinho que apresentarem uma conta de luz, além dos sócios das Bibliotecas-Parque da SEC. A programação pode ser conferida no site da mostra.

O Cine Manguinhos é o primeiro cinema a ser inaugurado no bairro e tem 202 lu..

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Uma ação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) incentiva eleitores a votarem de forma consciente no próximo domingo (2). A campanha, montada no horário do almoço na Estação Sé de metrô – uma das mais movimentados da capital – contou com uma urna eletrônica para fazer uma enquete a quem passava pelo local e estimular a reflexão dos participantes.

A assessora do TRE-SP Francisca Motta explicou como funciona a campanha. Inicialmente, a urna pergunta ao participante o que precisa melhorar na cidade e oferece sete opções como resposta, entre as quais saúde, educação e transporte. Em seguida, a urna questiona quem pode realizar essas melhoras e a surpresa vem na resposta: o eleitor, por meio do voto consciente. “Assim, as pessoas podem refletir que as escolhas que elas fazem têm consequências”, disse Francisca.

Doriel de Souza Silva, zelador em um condomínio, disse que ainda não escolheu o candidato para prefeito e vereador. “Tem muitos candidatos que já foram prefeitos e não cumpriram promessas. Eu acho que não merecem segunda chance. Eu acabo sempre arriscando num novo candidato”, disse ele.

Felipe Jailton da Silva, jornalista, defendeu a importância do voto criterioso. “O voto consciente é a melhor maneira de mudar uma situação que você acha que está ruim e melhorar a qualidade dos serviços públicos”, disse. Ele lembra que é preciso também analisar o passado dos candidatos.

A mesma ação está sendo realizada na Bahia, em Tocantins, Goiás, Minas Gerais e no Paraná. Além dessa mobilização, foi organizada nas redes sociais o tuitaço #VotoConsciente, com objetivo de despertar a vigilância do cidadão e a necessidade de denunciar irregularidades eleit..

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A maioria dos professores usam a internet e aproveitam a rede em atividades com os alunos, constatou a pesquisa TIC Educação divulgada hoje (29). Segundo o estudo, 100% dos docentes de escolas particulares e 98% dos que lecionam na rede pública são usuários da internet. Desses, 73% trabalham com o ambiente virtual em suas aulas. São diversas formas de aproveitamento: aulas expositivas (52%), trabalhos sobre temas específicos (59%) e solução de dúvidas individuais (45%).

A diferença mais marcante entre o uso da rede em escolas privadas e públicas é em relação a presença da internet na sala de aula. Nas instituições particulares, 50% dos professores usam o ambiente virtual com os estudantes na própria sala de aula e 29% em laboratórios de informática. Nos estabelecimentos de ensino estaduais e municipais, o número de docentes que usa a internet na sala de aula cai para 23% e o dos que aproveitam as ferramentas da rede em laboratórios de informática fica em 35%.

Entre os estudantes, 75% dos matriculados em escolas públicas usam internet no celular, contra 87% nos estabelecimentos privados – média de 78%. Entre os professores, 92% dos que lecionam em instituições particulares acessam a rede no telefone móvel, percentual que fica em 82% dos que trabalham na rede pública – média de 85% dos docentes.

A internet no celular é usada por 39% dos professores em atividades com os alunos. Nas escolas particulares esse número chega a 46% e nas públicas fica em 36%. O índice é maior nas classes do 2º ano do ensino médio (42%) e menor nas séries menos avançadas: 35% nos 4º e 5º anos do ensino fundamental e 38% nos 8º e 9º anos.

Wi-fi

Quanto à disponibilidade de acesso à internet, 94% das escolas privadas e 84% das públicas têm redes sem fio. No entanto, a maioria dos alunos não tem acesso à senha da rede wi-fi. Em apenas 16% das escolas particulares o acesso é livre para todos, percentual que fica em 6% nos estabelecimentos estaduais e municipais. Em apenas 19% das instituições privadas os alunos podem acessar a rede sem fio com uma senha – 16% nas escolas públicas. Em 58% das escolas particulares e em 62% das públicas a internet wi-fi é fechada para os estudantes.

A pesquisa foi realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), através do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Foram entrevistados 898 diretores de escolas, 861 coordenadores pedagógicos, 1,63 mil professores e 9,21 mil alunos entre setembro e dezembro de 2015. O estudo envolveu 898 es..

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